Imagem: Alexandre Matos/FioCruz
Imagem: Alexandre Matos/FioCruz

O laboratório Farmanguinhos, no Rio de Janeiro, passará a produzir o Truvada, medicamento que impede a propagação do vírus HIV na corrente sanguínea.

O medicamento é uma combinação de dois antirretrovirais Emtricitabina+Tenofovir, que funciona como uma “barreira química” contra o vírus HIV.

A droga pode ser utilizada por quem nunca entrou em contato com o vírus, mas pode estar exposto a ele durante a relação sexual. É o caso, por exemplo, de profissionais do sexo. Mas é bom lembrar que não protege o usuário contra outras infecções transmitidas sexualmente, por isso o usuário não deve abrir mão do uso de preservativos.

De acordo com reportagem da Agência Estado, os custos com o medicamento, que atualmente é produzido pela farmacêutica Gillead, devem ser reduzidos em 60%. A previsão é de que a droga esteja disponível em toda a rede do SUS no segundo semestre.

Importado
O Truvada começou a ser distribuído este ano em alguns serviços de referência do SUS dentro da estratégia de terapia PrEP (pré-exposição) em 12 Estados.

Antes do início da terapia com o Truvada, no entanto, é necessário fazer exames, uma vez que o remédio é contraindicado para pessoas com doenças renais e desgaste nos ossos.
Brasil foi pioneiro na América Latina ao adotar a terapia como política de saúde.

HIV
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, mais de 37 milhões de pessoas no mundo vivem com HIV hoje em dia. Desse total, pouco mais de 19 milhões estão em tratamento com terapia antirretroviral.

No Brasil, o Ministério da Saúde aponta que 830 mil sejam portadoras do agente causador da Aids.

Embora muito tenha sido feito no campo do HIV/Aids nas últimas três décadas desde sua descoberta, esse é um assunto ainda bastante permeado por preconceito e desinformação. Poucos sabem, mas uma pessoa HIV positiva com sorologia indetectável, não transmite o vírus, por exemplo. Isso já foi cientificamente comprovado.

Fonte: Catraca Livre