Imagem retirada de http://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2018-08/postos-de-saude-abrem-no-sabado-para-vacinar-contra-polio-e-sarampo
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O Ministério da Saúde atualizou, nesta terça-feira (28), as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação do sarampo no país. Até o dia 28 de agosto, foram confirmados 1.553 casos e 6.975 permanecem em investigação. Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo: no Amazonas que já computa 1.211 casos e 6.905 em investigação, e em Roraima, com o registro de 300 casos da doença, sendo que 70 continuam em investigação. Entre os confirmados em Roraima, 9 casos foram atendidos no Brasil e estão recebendo tratamento, mas residem na Venezuela.

Os surtos estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017.  Alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (2), Rio de Janeiro (18); Rio Grande do Sul (16); Rondônia (2), Pernambuco (2) e Pará (2).

O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos Estados. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados.

Até o momento, no Brasil, foram confirmados 7 óbitos por sarampo, sendo 4 óbitos no estado de Roraima (3 em estrangeiros e 1 em brasileiro) e 3 óbitos no estado do Amazonas (todos brasileiros, sendo 2 do município de Manaus e 1 do município de Autazes).

CAMPANHA DE VACINAÇÃO
A Campanha Nacional Contra a Poliomielite e Sarampo atingiu, até esta terça-feira (28), 70% das crianças de um ano a menores de cinco em todo o país. No total, mais de 15,7 milhões de doses contra a pólio e o sarampo (cerca de 7,8 milhões de cada) foram aplicadas desde o início da campanha – 6 de agosto. A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 95% das 11,2 milhões de crianças, independente da situação vacinal anterior, até o dia 31. Até o momento, 3,3 milhões de crianças ainda não receberam as vacinas.

“Esse é um movimento de todos, um trabalho de todos para proteger as nossas crianças. Pais e responsáveis devem levar as crianças que ainda não foram vacinadas, independente da situação vacinal anterior, já que neste ano a campanha é indiscriminada. O esforço do país é impedir que  doenças já eliminadas não retornem o Brasil", enfatiza o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

Para a poliomielite, as crianças que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina serão vacinadas com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). As crianças que já tiverem tomado uma ou mais doses receberão a gotinha (Vacina Oral Poliomielite - VOP). Em relação ao sarampo, todas as crianças devem receber uma dose da vacina tríplice viral, independente da situação vacinal. A exceção é para as que tenham recebido a vacina nos últimos trinta dias, que não necessitam de uma nova dose.

Os dados de algumas capitais mostram que o esforço dos vacinadores nessa reta final tem apresentado bons resultados. Neste fim de semana, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Maranhão, Espírito Santo e Amapá promoveram mais um dia de mobilização para vacinação. No estado do Amapá, a dedicação desses profissionais de saúde em vacinar as crianças que moram em locais de difícil acesso, garantiu o alcance da meta preconizada para a campanha de 95% de cobertura vacinal para as duas vacinas, além de ultrapassá-la – 99,81% para pólio e 99,43% para sarampo. O mesmo sucesso ocorreu nas capitais Macapá (100,3%/99,8%) e Porto Velho (98,3%/98,3%).

SARAMPO NO MUNDO
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos de sarampo chegaram a um número recorde na Europa. Os dados, divulgados pela organização nesta segunda-feira (20/08), apontam que mais de 41 mil crianças e adultos na Região Europeia foram infectados com sarampo nos primeiros seis meses de 2018. O número total de casos para esse período excede os 12 meses reportados em todos os outros anos desta década.

Desde 2010, o ano de 2017 foi o que teve o maior número de casos: 23.927. Em 2016, registrou-se a menor quantidade: 5.273. Além disso, pelo menos 37 pessoas morreram devido à doença neste ano. Sete países da região tiveram mais de uns mil casos neste ano (França, Geórgia, Grécia, Itália, Rússia, Sérvia e Ucrânia). A Ucrânia foi a mais atingida com mais de 23 mil pessoas afetas, o que representa mais da metade da população do país.

Fonte: Ministério da Saúde