Imagem retirada de https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/04/09/sindusfarma-apresenta-estudo-sobre-logistica-reversa/
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O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) apresentou na última segunda-feira, 8 de abril, o Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica do Sistema de Logística Reversa de Medicamentos, produzido pela KPMG. A apresentação foi realizada pelo sócio da área de supply chain da consultoria, Cristiano Rios.  Segundo o executivo, a pesquisa tem como objetivo atender a uma demanda conjunta de 16 entidades ligadas à indústria, distribuição e varejo, para chegar a um modelo de destinação adequada de medicamentos de uso domiciliar, vencidos ou em desuso, após o descarte pelo consumidor.

“Estamos falando de uma cadeia que envolve mais de 80 mil participantes, uma média de bilhões de embalagens, 5.800 toneladas de medicamentos recolhidos em 2.226 municípios, o que torna o projeto bastante complexo”, ressalta Rios. O estudo analisou três cenários para implantação do programa: ponto fixo, campanhas (farmácias e locais públicos) e adoção de farmácias. Tanto a instalação de um ponto fixo como a de adoção de farmácias teriam gastos estimados em R$ 334,3 milhões ao ano. Já as campanhas teriam um custo potencial de operação de R$ 215 milhões.

Durante a condução da pesquisa, foi identificada uma série de desafios para a implementação de um sistema de destinação ambientalmente adequado de medicamentos.

– Custos e retornos esperados: Os resíduos não possuem valor comercial ou potencial de geração de receita, com reaproveitamento mínimo dos resíduos e embalagens para amortizar custos do programa.

– Dificuldades da malha logística e particularidades do setor farmacêutico: Necessidade de classificar os medicamentos e/ ou resíduos de medicamentos conforme seu grau de risco e garantir a destinação ambientalmente adequada. Limitação de pontos de destinação em grande parte do território.

– Possíveis impactos ambientais: Riscos sanitários em todos os elos da cadeia. Altos custos da destinação ambientalmente adequada, sem viabilidade de transferência dos custos para o consumidor. Baixa incidência de empresas especializadas em destinação final adequada.

– Aspectos tributários: Questões tributárias devem ser equacionadas com a participação do poder público.

“A aplicação do sistema é factível caso os desafios sejam tratados em conjunto entre indústria, distribuidor, farmácia, consumidor e governo. Caso contrário, o sistema não apresenta equilíbrio nem viabilidade econômica e financeira”, finaliza Rios.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico